Palestrantes

Debora Peres Menezes

Possui graduação em Fisica/bacharelado (1983) e em Fisica/licenciatura (1984) pela Universidade de São Paulo, mestrado em Física pela Universidade de São Paulo (1986), doutorado pela University of Oxford, Inglaterra (1989), pós-doutorado pela Universidade de Coimbra, Portugal (1998), estágio sênior pela Sydney University, Austrália (2005) e pela Universidade de Alicante , Espanha (2014). Trabalha, com regularidade, como pesquisadora visitante na Universidade de Coimbra (Portugal) e no Laboratoire de Physique Corpusculaire - EnsiCaen (França). É professora titular aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atual Diretora de Análise de Resultados e Soluções Digitais (DASD) do CNPq e Conselheira do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Como Diretora do CNPq foi responsável pela implementação de um backup completo das plataformas Lattes e Chagas no CBPF e pela disponibilização de uma série de painéis públicos com dados da pesquisa brasileira. É também membro do Conselho Científico do Joint Institute for Nuclear Research (JINR/Dubna- Rússia) e do Conselho Científico da Fundação Instituto de Física Teórica, mantenedora do Instituto Principia. Débora foi vice-presidente da União de Físicos de Países de Língua Portuguesa (UFPLP) de 2023 a 2025, integrou o Comitê Gestor do INCT-Física Nuclear e Aplicações de 2018 a julho de 2022, foi nomeada membro da Comissão de Física Nuclear (C12) da International Union of Pure and Applied Physics (IUPAP) de 2017 a 2021, integrou o Comitê Assessor de Física e Astronomia do CNPq de setembro de 2013 a agosto de 2016, foi Pró-Reitora de Pesquisa e Extensão da UFSC de maio de 2008 a maio de 2012 e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Física da UFSC de outubro de 2006 a maio de 2008. Tem experiência na área de Física, com ênfase em Física Nuclear e de Hádrons, atuando principalmente nos seguintes temas: equações de estado, modelos relativísticos e astrofísica nuclear. Dedica-se ativamente à divulgação científica e coordena o projeto Mulheres na Ciência em várias mídias sociais. Foi contemplada com o segundo lugar do Prêmio CONFAP nacional edição 2022 como Pesquisadora Destaque na área de Ciências Exatas, com a Medalha e Diploma de Mérito Francisco Dias Velho pela Câmara Municipal de Florianópolis em 2012 por suas contribuições nas ciências, é membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e foi a primeira mulher eleita para presidir a Sociedade Brasileira de Física (SBF), cargo que ocupou de julho de 2021 a abril de 2023.

Mulheres na ciência: panorama e desafios

Vários estudos indicam que diversidade, equidade e inclusão são responsáveis por aumentar a criatividade e contribuir para a competitividade positiva. Portanto, o progresso da ciência e da tecnologia pode se beneficiar da diversidade e, reciprocamente, pode exercer um feedback positivo ao mudar a imagem observada da desigualdade. Como demonstrado por muitos estudos recentes, a área das ciências exatas (STEM) é especialmente desigual, sendo dominado por homens brancos, implicando sub-representação de outros grupos, especialmente em posições de liderança ou de prestígio. Vários estudos conduzidos junto aos membros de comunidades científicas indicam que o assédio moral é também um grande problema na nossa comunidade. Além disso, mulheres se deparam com micro-agressões e barreiras constantes ao longo da vida, que vão desde situações envolvendo ameaças pelo estereótipo até vieses implícitos que as desestimulam de seguir em carreiras mais competitivas ou que contribuem para um efeito tesoura que as alijam de posições de destaque. Na minha palestra vou abordar vários dos aspectos supra-mencionados e também mostrar que os painéis de dados do CNPq mostram claramente os dados da ciência brasileira levando em conta a métrica sexo e quais ações concretas têm sido realizadas no âmbito institucional para minimizar as desigualdades de gênero.

Auditório II   Palestra de Abertura - ECME - 11/05/2026 09:00 - 10:15