Ciência com Sotaque: O Protagonismo da Mulher no Interior Maranhense
Como construir uma trajetória na Ciência? Quais os pré-requisitos que norteiam o interesse para pesquisa, extensão, ensino e inovação? Como saber ou identificar o que se tornar durante o período que estiver na Universidade? São algumas perguntas que podem surgir durante a vida acadêmica da maioria dos discentes. Para organizar sua jornada acadêmica com foco, vamos conhecer uma pouco mais da minha história e alguns pontos de lutas, paradas, dúvidas e bons resultados obtidos durante a graduação e pós-graduação. Entender seus próprios valores, interesses pessoais e características comportamentais é o ponto de partida essencial para uma escolha assertiva. Niara o seu sotaque é diferente, ouvi isso algumas vezes em Recife e João Pessoa. Ao estar em um local novo, diferente da minha residência, eu me sentia como um peixe fora do mar, ou melhor, uma planta escondida do sol. Não era confortável estar longe dos familiares, amigos ou do conhecido. No CEP novo eu não era conhecida e não tinha vínculos, como desenvolver aquele sonho da graduação? O sotaque era o que menos importava, será? O primeiro artigo foi produzido e publicado em 2008, o primeiro capítulo foi publicado em 2009, a dissertação defendida em 2009, a tese em fevereiro de 2015. Em 2018 fui aprovada e classificada no concurso público da UEMASUL. Em 2021, houve a participação na organização do primeiro livro. A vinculação no Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais ocorreu em 2025. Em resumo, nestes 8 (oito) anos como professora efetiva da UEMASUL, orientei 15 alunos em trabalhos de conclusão de curso, 26 alunos bolsistas em iniciação científica, 5 alunos bolsistas em projetos de extensão. Atualmente oriento 2 alunos de iniciação científica, 7 alunos em extensão (bolsistas e voluntários), 2 alunos no mestrado em Ciências Ambientais. O meu sotaque, o bom maranhense cantado, como meus amigos paraibanos diziam, me lembrava de onde eu vinha. O escolher traz medo, o novo pode trazer certas inseguranças, a mudança pode ser desconfortante, contudo, o prosseguir faz-se necessário, logo, prossigamos em ensinar, incentivar e mudar realidades educacionais neste Brasil tão desigual.
Auditório II Palestra - Biologia - 14/05/2026 10:45 - 12:00